EUA: especialistas decidem na sexta se vacina da Johnson será retomada

Os Estados Unidos estão analisando relatos sobre um punhado de possíveis casos de efeitos colaterais graves entre pessoas que receberam a vacina contra covid-19 da Johnson & Johnson, além daqueles que levaram a uma pausa em seu uso, disse uma autoridade de saúde pública de alto escalão nesta segunda-feira.

Agências reguladoras de saúde dos EUA pediram uma interrupção na administração da vacina da J&J na semana passada devido a relatos de coágulos cerebrais graves em seis mulheres de menos de 50 anos que a receberam entre as cerca de 7 milhões de pessoas vacinadas com ela nos EUA.

"Ficamos animados por não ser um número avassalador de casos, mas estamos analisando e vendo o que chega", disse a diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Walensky, durante uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira.

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) está monitorando a base de dados do governo norte-americano em busca de relatos adicionais de efeitos colaterais, acrescentou ela, mas sem dar quaisquer detalhes sobre a natureza dos efeitos colaterais adicionais.

Uma comissão de aconselhamento do CDC se reunirá na sexta-feira para analisar dados sobre efeitos colaterais graves e opinará se o país deve ou não retomar o uso da vacina da J&J.

Especialistas de saúde pública preveem uma retomada da vacinação com o imunizante, mas só depois que prestadores de serviços de saúde receberem diretrizes claras sobre como reconhecer e tratar as coágulos sanguíneos que podem ocorrer como efeito colateral raro da vacina.

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